terça-feira, 5 de julho de 2011

Roleplaying poems

Seguindo nossa pesquisa sobre os tipos de larp estamos identificando algumas classificações que determinam a estrutura de alguns larps. Da mesma forma que os larps câmara, os roleplaying poems são determinados pela duração e quantidade de participantes, que neste caso são muito menores em ambos os quesitos.

Roleplaying poems são jogos com uma temática bem objetiva podem durar até 1 hora, mas o mais comum é não passar de 20 minutos e vão possuir de 1 a 5 personagens, o que não significa que o número de jogadores é o mesmo. Apesar de serem pequenos não são simplórios, podem ter uma mecânica muito bem trabalhada. Quanto aos temas, podem ser tão impactantes quanto qualquer poesia, li alguns prontos e encontrei temas de reflexão sobre a vida, aborto ou o paradoxo do tempo.

Dentro do blog http://norwegianstyle.wordpress.com existe a categoria Roleplay poems onde podem ser encontrados vários poemas. Esse blog também propôs uma competição chamada The Role-Playing Poem Competition, que já acabou, mas muitos dos poemas que concorreram podem ser encontrados no site story games.

Como não conhecíamos esse estilo de larp, acreditamos que nada pode ser melhor para entende-lo do que experimentar, portanto abaixo segue a tradução do roleplay poem Good night, darlings, escrito por Matthijs Holter:
BOA NOITE, QUERIDINHAS

Este é um jogo para 2 ou mais jogadores em um espaço com limites - um quarto com portas, um circulo no chão ou similar. Um jogador é um profissional criativo - desenvolvedor de jogos, escritor, cineasta, compositor, algo assim - escolha alguma coisa que todos os jogadores possam entender ou criar uma relação. Os outros são as queridinhas (darlings), partes do ultimo trabalho do criador, partes que ele realmente tenha gostado, até mesmo amado, mas que agora vê que precisa ir embora. O ideal é que tenha pelo menos 3 queridinhas.

Comece o jogo como o criador reunindo todas as suas queridinhas. Cada uma irá se apresentar - "Eu sou aquela cena de abertura muito legal com a perseguição de carros!", "Olá, eu sou aquele sistema de regras absurdamente complexo.", "Meu querido criador, eu sou o silencio entre as três ultimas notas, aquelas que fazem tudo duplamente dramático". Todas as queridinhas se acham grandiosas, importantes e maravilhosas.

Então o criador deve mata-las, uma a uma. Ele irá explicar o motivo pelo qual elas merecem morrer, e então executar o método escolhido. Suavemente? brutalmente? Friamente? Enquanto choram? Claro, elas não querem morrer! Elas implorarão por suas vidas. talvez tentarão correr ou se esconder. O criador tem um poder especial: Se ele gritar "Fique parado enquanto te mato" para algumas das queridinhas, ela não poderá se mover. Ela ainda poderá chorar, acusar e implorar, mas...

Depois que todas estiverem mortas, o criador irá andar pelo quarto, acariciando a cabeça de cada uma delas e sussurrar um suave adeus. Após isso, o jogo acabou."

Gostamos muito da proposta deste larp, então tentaremos aplicá-lo assim que possível.

domingo, 3 de julho de 2011

O larp no Brasil e no Mundo

Há poucos larps no Brasil. Aqui a atividade ganhou o apelido de Live Action e é muito frequentemente associada a jogos comerciais de RPG (roleplaying games). Talvez seja esta associação que preserve o amadorismo da maioria das peças de larp produzidas no país.

No exterior, há larps em diversos países com qualidade e investimentos de outra ordem. Na Noruega, Dinamarca, Suécia e Finlândia está a mais robusta e avançada pesquisa na linguagem, com grande diversidade de realizações que vão de larps "avant-garde" para poucas pessoas (como alguns Chamber Games), até larps para milhares, com investimentos milionários (como Dragonbane). Também há uma extensa teoria desenvolvida nestes países, com a publicação de pelo menos um livro por ano pela comunidade de desenvolvedores.

O grupo Boi Voador quer colaborar para este crescimento no país, desenvolvendo larps que se equiparem em qualidade e potência artística a performances e peças de teatro e colaborando para a edificação de uma teoria nacional em torno da linguagem.


Acima, fotos de lives escandinavos. As temáticas variam muito, de sexo, câncer, velhice à Dragões, espaçonaves e exércitos medievais em guerra.
Ao lado, alguns livros publicados anualmente nos knutepunkt, eventos que reúnem os quatro países em torno de discussões, mesas redondas e larps
.

sábado, 2 de julho de 2011

Chamber Games

Parte de nossa pesquisa também está focada na analise dos larps prontos que estão disponíveis para leitura e reprodução. Então para começar dei uma passada no http://chambergames.wordpress.com/.


A nomenclatura Chamber Games, muito provavelmente, vem do termo Chamber Play e Chamber Music que em português são a musica de câmara e o teatro de câmara. Essas manifestações tem a característica de possuir um número reduzido de espectadores e de artistas e ocorrerem em um espaço menor também. E é exatamente isso que o Chamber Games significa, são jogos que podem durar de 10 minutos a 6 horas, de 4 até cerca de 30 jogadores e podem ocorrer só com a união de um grupo em qualquer espaço ou as vezes uma casa.

Isso não significa que os jogos sejam necessariamente simples ou as temáticas menos sérias, apenas indica que o é jogo pequeno.

O site Chamber Games surgiu com a união de Tor Kjetil Edland, Arvid Falch, Erling Rognli e Even Tømte, com o objetivo de disponibilizar para organizadores de Larps jogos que podem ser modificados e adaptados em diferentes locais por diferentes pessoas, alimentando a discussão sobre o assunto. Os Larps postados foram desenvolvidos por diferentes pessoas ou grupos e cada material vem com o contato de quem o criou. Eles pedem para que, mesmo o material sendo gratuito, seja feito contato para avisar que o live está sendo usado.

Para facilitar o reconhecimento dessas produções, fiz um resumo com alguns apontamentos dos larp's que estão neste site:

Club Felis
Os jogadores são gatos domésticos ou gatos de rua que se encontram em um clube de gatos onde, semanalmente, ocorre o concurso do gato do ano (Semanalmente mesmo!!!).
Tem uma grande ênfase na aparência felina por isso é indicado um momento no começo para maquiagem, fantasia e treinar os movimentos que devem ser 30% felinos e 70% humanos.
Eles deixam bem claro o caráter não sexual do jogo mas aconselham os jogadores a não evitarem se tocar como gatos. E também falam sobre os jogadores pegarem qualquer personagem independente do gênero.
O jogo possui um palco onde qualquer um pode subir e fazer qualquer coisa para tentar ganhar o concurso.


New Voices in Art
Os jogadores são versões de si mesmo como artistas. E estão em um coquetel de abertura da exposição suas obras. Aos jogadores é entregue uma frase que representa como se sente em relação a sua própria obra e dai se tira como interpretar o personagem. Uma coisa bacana é que para estar em ON o jogador tem que estar com uma taça na mão e se alguém tocar em sua taça é preciso falar alto o seu pensamento, que pode ou não ser incorporado ao roleplay por aqueles que ouvirem.
O jogo tem que se passar em um lugar com quadros, pois a análise das obras faz parte jogo.
É possível aumentar o número de jogadores colocando outros convidados que também são definidos por frases. Outra coisa muito bacana é a documentação feita, tem checklist, explicação, material necessário para impressão, tudo, bem legal.


Tango for Two
Dois jogadores são o mesmo personagem, mas um é o Id (pensamentos e desejos) e o outro é o Ego (como a pessoa se apresenta para os outros).
Eles alternam o controle do personagem seguindo algumas regras, enquanto interagem com outros personagens que se configuram da mesma forma. A mudança de controle se dá pela mudança da música e da luz. Na aplicação original o Id controlava quando começava a tocar tango e as luzes ficavam vermelhas.


The Family Anderson
Neste live uma família se encontra após a morte dos pais para discutir como a herança vai ser dividida e como será realizada a festa de natal deste ano.
Cada personagem tem uma ficha própria com background e descrição das relações com os outros.
O interessante nesse jogo é a mecânica. Cada pessoa do casal tem 30 minutos para falar, esses minutos vão sendo cronometrados, então, enquanto um fala o cronometro do outro é parado e vice-versa. A troca é feita quando o parceiro que está quieto coloca a mão no ombro do outro e isso pode acontecer a qualquer momento desde que a soma total de tempo tenha excedido os 30 minutos que lhe cabem.


The Kick Inside
São separados 3 grupos, cada um representa uma geração de uma familia. O jogo é dividido em 5 atos e em cada ato as gerações ficam em um cômodo pré determinado que possui características importantes para o jogo.
Uma coisa bacana é a dica de que durante o jogo os jogadores devem ocasionalmente ficar calados para ouvir a conversa dos outros núcleos. A casa onde se passa o jogo precisa ter os cômodos indicados.
O material escrito conta com o livreto do jogador, do mestre e as folhas que identificam os locais.


Screwing the Crew
Esse é um jogo mais adulto. Bem complexo no quesito preparação. Tem várias regras que servem para compor os backgrounds e estimular os conflitos, parece ser bem legal.
O jogo se passa em uma festa onde antigos amigos se reencontram e precisam mediar os conflitos gerados pelos relacionamentos que tiveram.
Tem uma dica para ser passada aos jogadores que eles chamam de "play to lose", ou seja, jogar para perder, isso se refere a fazer besteiras para estimular o jogo, mas deixa claro que não pode ser exagerado. E outra dica é ajudar os outros a improvisarem, criar situações que gerem roleplay.
O material é longo, mas bem feito conta até com um workshop para preparação, bem legal. É um jogo bem técnico e parece ser bem feito.


13 à Mesa
São 13 pessoas durante uma refeição. Os jogadores recebem uma árvore genealógica da família com o nome dos personagens e todo o resto tem que ser inventado.
A comida é um requisito do jogo.


Limbo
São pessoas que estão no limbo tentando escolher um destino para sua alma.
Os personagens são versões dos próprios jogadores e a forma como foram parar no limbo (acidente, assassinato, etc), é decidido pelo jogador.
O jogo começa com os personagens deitados e esperando uma musica introdutória acabar. Quando acaba todos se levantam e o jogo começa. Algum tempo depois de terem levantado um NPC entra como sendo o anfitrião do limbo e oferece para eles uma passagem para o lugar onde a alma pode ir. O anfitrião aparece ocasionalmente e continua distribuindo as passagens, os jogadores podem trocar entre si mas não podem devolver. O fim é anunciado pelo anfitrião e todos deitam e esperam uma musica de finalização anunciar o fim.


The Crisis Meeting
Os participantes decidem juntos a instituição que está passando por algum tipo de crise(exemplos: um departamento de uma universidade, um pequeno negocio ou uma organização juvenil). Cada participante escolhe para personagem um funcionário deste grupo (exemplos: coordenador, diretor, estagiário, etc...). O jogador da um nome ao personagem e escreve 3 sentenças descrevendo-o. Todos então recebem uma carta ou e-mail com um convite urgente para uma reunião que irá discutir "a presente crise da instituição." Não é claro quem enviou o convite e do que exatamente consiste essa crise. Os jogadores assumirão que sabem qual a natureza da crise. O que é realmente a crise assim como todo o resto é improvisado pelos jogadores enquanto o jogo acontece. O jogo termina quando os personagens concluírem que a reunião acabou.


1-2-3 Larp
Decida um lugar e a época. Chame pessoas e peça para pensarem no básico de um personagem. Todos escrevem um segredo desse personagem em um papel e colocam em um saco. Os papeis são sorteados para os jogadores novamente e cada um é responsável por revelar o segredo que pegou.


A Game in the Park
Um grupo de amigos conversa enquanto um estranho tenta puxar conversa e entrar para o grupo.
As memórias dos amigos têm que ser inventadas na hora e durante o roleplay, e quando o estranho aparecer tem ser tratado como alguém que está atrapalhando, e do outro lado, o estranho tem que tentar achar uma brecha para puxar conversa.
Para o jogo acabar o estranho tem que chorar de verdade, desistir de tentar ou conquistar os amigos. Entretanto a duração indicada seja de 10 minutos.


quarta-feira, 29 de junho de 2011

As expressões do mundo do LARP.

Ao pesquisar sobre algo novo nossa maior dificuldade está, muitas vezes, relacionada as novas expressões com as quais nos deparamos.

Pesquisar LARP não é diferente, por trabalhar com isso, alguns termos eu já conhecia, mas mesmo assim um novo mundo de palavras surgiu e muitas, senão todas, serão utilizadas por nós em nossas postagens. Como a maioria do material estudado está em outro idioma é necessário compreender estes vocábulos para entender todo o contexto no qual estão aplicados.

No livro do knutepunkt de 2003 “As LARP Grows Up”, encontrei um tipo de dicionário que contém muitos termos e suas definições, segue um pequeno exemplo disso:

Larpwright
Termo sueco para alguém que produz o material escrito de um larp. O larpwright é ainda o resultado da organização, divisão e tercerização do trabalho em um Larp, deixando os organizadores livres para pensar em outros aspectos do larpmaking (...)
Character (Personagem)
O termo é utilizado como um sinônimo de personagem . Sendo mais utilizado em RPG de mesa. Na Suécia e outros países escandinavos utilizam o termo quando produzem algo escrito em Inglês.
Game master
Expressão utilizada em RPG de mesa indicando o líder que controla o mundo imaginário do jogo. No LARP Dinamarquês, game master é usado para descrever um organizador que participa ativamente do jogo, sendo assim capaz de influenciar diretamente o curso do jogo (...)
Game mechanics (Mecânica de jogo)
Qualquer sistema de regras feitas representar aspectos do jogo que seria impraticável, ilegal ou impossível de se fazer de verdade (...)

Estas definições são apenas uma pincelada sobre o termo, se estudado separadamente cada um contém um universo próprio repleto de informações. Mas para se ter uma base acredito que este glossário pode nos ajudar a entender as leituras dos materiais referentes ao LARP. Veja outras definições em: https://nordiclarp.org/w/images/c/c2/2003-As.Larp.Grows.Up.pdf

terça-feira, 28 de junho de 2011

Boi Voador e NPLarp

Para iniciar nosso trabalho neste blog, acredito ser necessário explicar o que está acontecendo.

O Cauê Martins, o Luiz Falcão e eu após uma temporada de trabalho com Live Action Roleplay, no ano de 2010, percebemos o interesse em comum em fazer um pesquisa mais profunda sobre o que afinal seria LARP. Não apenas uma definição do termo, mas sim tudo aquilo que se refere a ele, toda a sua potencialidade, e se existiam outros formatos de LARPs que não apenas o que já conhecíamos. O Luiz, que já vinha de uma pesquisa pessoal, havia nos apresentado aos LARPs nórdicos, e assim começamos uma pesquisa breve sobre o que ocorria no mundo para entender como isto funcionava em outros países, nascendo assim o Boi Voador.

No inicio do ano de 2011 soubemos da abertura do edital do VAI - Programa de Valorização a Iniciativas Culturais, no qual decidimos inscrever um projeto com o nome de NPLarp - Núcleo de pesquisa em Live Action Roleplay, com o intuito de fazer uma pesquisa aprofundada sobre o tema e ainda disponibilizar, por meio deste blog e de um guia impresso, o resultado deste trabalho.

Fomos aprovados, e desde o inicio de Junho começamos o processo de pesquisa. Estamos vasculhando muitos materiais, dentre eles os livros do Knutepunkt*, o mais importante evento relacionado ao LARP no mundo, que inicialmente será o mais estudado por nós.

Knutepunkt é uma conferência anual realizada deste 1997, entre a Noruega, Dinamarca, Suécia e Finlândia. O termo knutepunkt é original da noruega e significa “ponto de encontro”, é traduzido para Sueco Knutpunkt ,Dinamarquês Knudepunkt e Finlandês Solmukohta.

A conferência abriga participantes de diversos países e aborda diversas questões relacionadas ao LARP. Estes pesquisadores buscam experimentações radicais e o reconhecimento do Roleplay como forma de arte. Desde 2003 este encontro gera um saber científico sobre LARP, na forma de artigos que são publicados em livro pelo próprio evento.

Acreditamos que com esta pesquisa poderemos ter um material de acesso aqui no Brasil que possa formar a nossa base para futuras pesquisas e experiências neste vasto mundo do LARP.

*( site no qual se encontram agrupados os links para acesso online do livros do kuntepunkt)

terça-feira, 14 de junho de 2011

Cauê Martins

Entrei em contato com o Larp pelo caminho que parece ser o mais fácil no Brasil, o RPG. Comecei a conhecer esse universo de jogos interpretativos por volta dos 10 anos, e foi provavelmente por isso que entender como funciona a construção de histórias e personagens para Live Actions não foi tão difícil.

Em meio a muitas discussões e reflexões sobre as características dos jogos, a predominância das regras ou da interpretação, os tipo de histórias a serem jogadas e os tipos personagens que podem ser escritos, fui levado, em 2006, a fazer um curso sobre Live Action. Durante esse tempo tive contato com todos os momentos da construção de um jogo, desde a idealização até a execução. E obviamente os questionamentos que antes estavam só nos jogos de RPG impregnaram também o Live Action.

Os 5 anos seguintes foram bastante significativos para construir um pensamento sobre essa manifestação. Com a participação na criação e aplicação de vários Lives em diferentes locais, com diferentes pessoas e em situações ora favoráveis e ora adversas. Talvez como um passo natural, surgiu a necessidade de experimentar outras formas e saber o que de fato é o Live Action. A primeira descoberta foi o termo Larp que já é utilizado a tempos por grupos do exterior para designar o Live Action, mas outras questões também apareceram, como modelos diferentes de personagens, histórias improváveis e formas que fazem o Larp parecer algo diferente de um jogo. E essa é maior questão a ser investigada: Um Larp é só um jogo?

Mesmo com alguma experiência, muitas dúvidas ainda precisam de atenção, e com esse espírito questionamento é que faço parte do grupo Boi Voador no Núcleo de Pesquisa LARP.

Erika Bundzius

LARP, nunca tinha ouvido esta palavra até conversar com os meninos do Boi Voador, ao montar o grupo para pesquisa sobre live action no mundo, e indentificar que LARP era a denominação utilizada para Live Action Roleplay no exterior. O meu primeiro contato com LARP foi por meio de conversa com amigos que jogavam e tentavam me explicar como tudo funcionava, sempre comparavam ao RPG, e como a minha primeira e única experiência como jogadora de RPG foi frustrante, conclui que o Live Action também não seria interessante.

No inicio de 2010 fui convidada pela Confraria das Ideias como aderecista em um de seus LARPs. Fiz o adereço e no dia assisti ao jogo, até achei legal, mas ainda envolvida em minha total ignorância com relação a essa prática, não achei lá grande coisa. Em outra oportunidade fui convidada para ajudar na montagem de um novo LARP, mas dessa vez me deram um personagem e me fizeram jogar, meio como sem ter escapatória... joguei, e assim posso dizer que o LARP entrou em minha vida. Passei a ver a coisa de modo totalmente diferente, adorei a experiência e até hoje penso nas ações que poderia ter feito melhor durante o jogo. Comecei a perceber que as pessoas jogam não pra sair da sua realidade, mas sim para conhecer outras realidades, mesmo que ficcionais, e que o jogo teria um grande potencial.

Agora o LARP é alvo de muito interesse em minha vida, continuo ajudando na Confraria das Ideias, estou fazendo minha iniciação científica sobre LARP e artes visuais, e agora faço parte do Grupo Boi Voador para entender as diversas possibilidades que o LARP pode proporcionar.