terça-feira, 14 de junho de 2011

Cauê Martins

Entrei em contato com o Larp pelo caminho que parece ser o mais fácil no Brasil, o RPG. Comecei a conhecer esse universo de jogos interpretativos por volta dos 10 anos, e foi provavelmente por isso que entender como funciona a construção de histórias e personagens para Live Actions não foi tão difícil.

Em meio a muitas discussões e reflexões sobre as características dos jogos, a predominância das regras ou da interpretação, os tipo de histórias a serem jogadas e os tipos personagens que podem ser escritos, fui levado, em 2006, a fazer um curso sobre Live Action. Durante esse tempo tive contato com todos os momentos da construção de um jogo, desde a idealização até a execução. E obviamente os questionamentos que antes estavam só nos jogos de RPG impregnaram também o Live Action.

Os 5 anos seguintes foram bastante significativos para construir um pensamento sobre essa manifestação. Com a participação na criação e aplicação de vários Lives em diferentes locais, com diferentes pessoas e em situações ora favoráveis e ora adversas. Talvez como um passo natural, surgiu a necessidade de experimentar outras formas e saber o que de fato é o Live Action. A primeira descoberta foi o termo Larp que já é utilizado a tempos por grupos do exterior para designar o Live Action, mas outras questões também apareceram, como modelos diferentes de personagens, histórias improváveis e formas que fazem o Larp parecer algo diferente de um jogo. E essa é maior questão a ser investigada: Um Larp é só um jogo?

Mesmo com alguma experiência, muitas dúvidas ainda precisam de atenção, e com esse espírito questionamento é que faço parte do grupo Boi Voador no Núcleo de Pesquisa LARP.

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